Crônica da vida real: o dia que eu beijei o chão de Recife

Essa crônica que eu vou contar agora, ela é uma história verídica. E essa história aconteceu comigo.

Já dizia Priscila Sena que “o mundo gira, o mundo é uma bola” (sic.), e sim meuzamigos, o mundo dá voltas. Semana passada eu publiquei um post no Twitter oficial do hipster ironizando a queda de Nilsinho do Ibismania enquanto corria vestido de mascote.

O post viralizou, a galera respondeu e levantou outros apelidos de Nilsinho que não vêm ao caso. Mas o universo conspira sempre contra mim, é claro, e chegou a minha vez de cair.

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Terça. 10/01/2017. 19h26

Estava eu lindo de bonito esperando meu PE-15/Afogados na companhia de uma amiga do trabalho. O dela chegou e consegui avistar o meu de longe. Ok? Ok. Até então tudo normal.
Na frente do meu estavam mais outros dois, que fizeram questão de parar na mesma parada que a minha, ou seja, o meu ônibus parou bem antes.
Na expectativa de chegar até ele, vesti as alças da mochila e segui andando um pouco mais rápido para que ele não fosse embora sem minha ilustre presença. O motorista deu aquela breve acelerada para o pessoal agilizar e eu andei um pouco mais rápido para chegar a tempo. Sendo que, no meio do caminho tinha um buraco, e tinha um buraco no meio do caminho.

Só deu eu e minha cara.

Senti meu pé direito em falso e corri para pisar com o esquerdo. Sem chance. O esquerdo não achou o chão. Foi rápido, mal consigo lembrar da cena, mas sinto até hoje. Meu joelho esquerdo bateu no chão, depois foi o direito e, por fim, meu braço direito. Em resumo, parecia que eu tinha dado um peixinho na calçada.


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Meus óculos voaram do meu rosto e minha mochila pendeu pro lado. Senti algo quente no meu braço e no meu queixo. Consequência da ralada. O sangue já escorria pelo braço.
Uma moça me ajudou a levantar enquanto eu pegava meus óculos (que não quebraram, ainda bem). Pensei na tapaué que estava na mochila (se quebrasse alguma pedacinho dela, mainha terminava de quebrar na minha cara), no meu fone de ouvido e no meu VEM. Tudo inteiro. Minha dignidade, ou melhor, o restinho que eu tinha de dignidade ficou no chão e sem condições de levantar. Ela deu P.T maior do que aquela amiga que passa a noite tomando carreteiro no Arsenal.
A moça perguntou como eu estava e me fez companhia até eu me recompor. O ônibus foi embora (sem meu brilho). Voltei ao meu posto, esperando o próximo transporte que me levaria para casa. A humilhação não terminava aí. Resolvi ir na farmácia pra pegar algum remédio. Só de andar minhas pernas doíam e todo mundo olhava pra minha cara como se eu tivesse com uma melancia na cabeça. Passei água oxigenada (que me fez ir no céu de tanto que ardeu e quase me fez gritar no meio da farmácia) e voltei pra parada. Veio outro ônibus. Sentei na janela e comecei a ter crises de riso lembrando da Micão Tour da noite. Sim, eu ri. Porque a gente nasceu pra isso.

Saldo de prejuízos:
1. Meu telefone rachou a película
2. Minha calça ~nova~ da Renner rasgou (mas ficou até estilosa)
3. Meu sapato arranhou
4. Machuquei os dois joelhos, ralei meu braço e a mão direita, ralei meu queixo e não sei como cortei a parte de dentro do lábio. Tô só o fiapo da rabiola.

O que aprendemos com isso?
1. Ninguém me deu R$ 50 reais
2. Amor próprio não faz a gente correr atrás de busão
3. Nunca mais postar o Gif de Nilsinho levando queda com o mascote do Ibis
4. Tem algum brega que possa definir as quedas da vida?. Se sim, quero um desse no Spotify já
5. O cair é do homem, mas o levantar é de DEUS. BRASIL, inês.

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