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5 da manhã. Maryllene acabou de coar o café dos meninos. A noite anterior foi muito intensa e o café ajuda na coragem que falta. Nem muito pó, nem muito açúcar. James Kennedy não gosta de café forte e Brityni Shellen gosta de molhar a bolacha, por isso não pode ser muito doce. Talvez pareça ser muita exigência, mas mãe que é mãe, tipo rocheda mesmo, faz tudo pra agradar os filhos. Caprichar é essencial.

Ontem, nesse mesmo horário, or minino já estavam de pé aperreando o juízo de Maryllene com um tal de celular “androide”, que faz uma ruma de coisa. Liga, tira foto, entra na internet e se brincar varre até a casa.

– Mainha, mim dê esse telefone novo! Tá baratinho. Por favor? – esperneava o filho mais velho.

A mãe fechou a cara, e disse que não havia necessidade. Falou que existiam mais coisas para fazer do que comprar um celular novo para o filho. A história se repetia todos os dias, até o filho se cansar. Uma hora, olhou pra mãe e disse que iria começar a trabalhar pra juntar dinheiro e comprar o bendito telefone.

Dito e feito. O menino se pôs a trabalhar. Fazia um bico aqui e outro ali. Saia cedo e chegava tarde.

Maryllene sentiu alegria em ver o filho correndo atrás do que queria, mas ainda estava preocupada com a escola. Sempre na rua atrás de trabalho, acreditava que o menino não tinha tempo de estudar. Mal sabia ela que o jovem estudava a noite, usando uma lanterna que comprou no ônibus por um real. Descobriu por acaso quando levantou de madrugada.

Doía ver o filho na correria e no cansaço. Mas coração de mãe é teimoso. Só sossega quando vê os filhos felizes. Resolveu ajudar, mas sem ele saber, pra não pensar que tudo vem fácil. Então, trabalhou mais na casa que ajudava e pegou algumas coisas dos vizinhos pra fazer um dinheirinho extra.

Na sexta-feira, pediu pra sair mais cedo do serviço. Correu na loja e passou no cartão o bendito telefone que James queria. Dividiu no máximo de vezes que podia e levou pra casa.

De noite, quando chegou, deu de cara com o filho debruçado na mesa da cozinha. Dormindo igual um bebê. Sacudiu o menino, olhou e disse:

– Teu telefone, James. Comprei. Mas quem pagou foi tu. Agora vai dormir cedo porque amanhã tu tem aula e tua obrigação é passar de ano.

James ria, não sabia como reagir diante desse presente. A mãe estava feliz, com o coração sorridente. Até que olhou pra porta da cozinha e viu a filha mais nova falando de uma boneca nova que passou na TV.

– Mainhaaaa, a boneca fala. Eu quero. Me dá.

Êta, coração de mãe. Sentiu que a história iria recomeçar e essa menina não ia se aquietar até ter a boneca. Mas fazer o quê? Afinal, mãe é mãe, e sempre que fazer tudo no capricho. Vai guerreira.

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